Aluguéis superam a inflação no segundo trimestre de 2026
Criado em: 30 de julho de 2026
Atualizado em: 30 de julho de 2026
Aluguéis avançam 1,75% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026
O s preços médios de aluguel registraram crescimento no Brasil entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. De acordo com levantamento realizado a partir de aproximadamente 5.000 contratos de locação analisados entre janeiro e junho, o valor médio passou de R$ 987,05 no primeiro trimestre para R$ 1.004,28 no segundo trimestre, representando uma alta de 1,75%.
O resultado indica que o mercado de locação permaneceu aquecido no período, embora o avanço tenha ocorrido em ritmo moderado quando comparado às oscilações observadas em algumas capitais específicas.
A alta de 1,75% observada nos aluguéis nacionais ficou ligeiramente acima da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que acumulou 1,44% entre abril e junho de 2026.
São Paulo e Rio de Janeiro registram altas acima da média nacional
Entre os principais mercados imobiliários do país, São Paulo apresentou aumento de 9,9% no valor médio dos aluguéis. O ticket médio passou de R$ 1.118,17 no primeiro trimestre para R$ 1.228,44 no segundo.
No Rio de Janeiro, a valorização foi ainda mais intensa. O valor médio avançou 13,4%, passando de R$ 976,86 para R$ 1.108,20.
Esses resultados sugerem manutenção da pressão sobre a demanda por imóveis urbanos, especialmente nos maiores centros econômicos do país.
Algumas cidades registraram recuo
Nem todas as capitais acompanharam a tendência de alta. Curitiba apresentou queda de 12,7% na média dos contratos analisados. Salvador recuou 11,7%, enquanto Manaus e Natal registraram reduções próximas de 8%.
Recife também apresentou retração, com queda de 6,0% no valor médio dos aluguéis.
Aluguéis superam a inflação no segundo trimestre
A comparação com a inflação oficial mostra que os preços dos aluguéis mantiveram trajetória de crescimento ligeiramente superior ao aumento geral dos preços da economia brasileira.
Segundo o IBGE, o IPCA acumulado passou de 1,92% ao final de março para 3,36% ao final de junho de 2026. Na prática, isso significa que a inflação do segundo trimestre foi de aproximadamente 1,44%.
No mesmo período, a média nacional dos aluguéis analisados avançou 1,75%, passando de R$ 987,05 para R$ 1.004,28. Dessa forma, o mercado de locação apresentou valorização real próxima de 0,3 ponto percentual acima da inflação.
O comportamento, entretanto, não foi uniforme entre as regiões. Em São Paulo, os aluguéis registraram alta de 9,9%, enquanto no Rio de Janeiro o crescimento chegou a 13,4%. Ambos os mercados superaram com ampla margem a inflação observada no trimestre.
Outras cidades também apresentaram desempenho significativamente superior ao IPCA, como Belo Horizonte (+6,4%) e Porto Alegre (+7,7%).
Por outro lado, algumas capitais registraram comportamento oposto. Curitiba (-12,7%), Salvador (-11,7%), Manaus (-7,8%), Natal (-7,8%) e Recife (-6,0%) apresentaram variações abaixo da inflação, indicando acomodação ou redução dos preços médios dos contratos registrados.
Os resultados reforçam que o mercado de aluguel continua sendo fortemente influenciado por fatores locais, como oferta de imóveis, demanda por moradia, dinâmica econômica regional e migração populacional. Enquanto algumas capitais vivem um ciclo de valorização acelerada, outras apresentam um cenário de maior estabilidade ou até mesmo retração dos preços.
Perspectivas
Os dados reforçam que o mercado de aluguel continua altamente regionalizado. Embora a média nacional indique crescimento moderado, algumas capitais registram movimentos muito mais intensos, tanto de alta quanto de queda.
Para proprietários, inquilinos e investidores, acompanhar os indicadores locais permanece fundamental para entender a dinâmica de preços e as oportunidades de cada mercado.
Esta análise utiliza dados de uma amostra de aproximadamente 5.000 contratos de locação elaborados nos 2 primeiros trimestres de 2026 na plataforma 99Contratos.
Gustavo Falcão
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